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| Porta moedas de crochet |
Esse é o Tahrir, em homenagem aos vários dias que eu passei seguindo todas as manifestações na Praça Tahrir no Egito e fazendo crochet, criando esse porta-moedas.
Fazia tempo que eu estava achando que a minha linda carteira de embalagem de tetrapark de Berlim não aguentava carregar notas, documentos e moedas. Para continuar a usá-la, eu precisava ter as moedas em um lugar só delas – principalmente depois da experiência nos ônibus que voam sobre as avenidas de Brasília.
Até que um dia, meio dormindo, meio acordada, eu "sonhei" com um porta moedas que tive uma vez. Ele era de couro, quadrado, como se fosse uma caixinha com as laterais dobráveis. Como eu tinha passado a noite anterior fazendo crochet (porta guardanapos), meu sonho acabou ficando viesado: enrolei mais uns cinco minutinhos pra "sonhar" em como fazer um porta moedas de crochet em formato de caixinha!
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| Porta moedas de crochet |
Depois de algumas (várias) noites assistindo as notícias dos países árabes e crochetando, cheguei a uma quantidade boa de crochet. E aí meu medo ficou evidente: não tem como fazer uma caixinha de laterais dobráveis em crochet. Os lados simplesmente não ficam firmes o suficiente pra segurarem as moedas no lugar certo!
A solução era fazer em formato de bolsinha. A ideia era simples: faço um retângulo, costuro os lados e ponho um velcro no meio, pra fechar (a essa hora, a
Sarah já tinha tido a grande ideia do velcro pras
pulseiras de liberty).
Mas quem disse que eu consegui fazer um retângulo retinho (= | |) ? Essa história de não fazer nem um ponto a mais nem um ponto a menos é algo que só a vovó consegue. Mas bem, eu tampouco fiz um triângulo (= /\). Digamos que tenha sido um trapezio. Quase um trapézio isosceles (= /~\). E não é que no final isso me ajudou? Eu dei um jeitinho: costurei as beiradas do trapézio e consegui o tao querido retângulo! E ainda por cima, consegui um reângulo com um ladinho, já que ele ficou duas vezes mais grosso em uma das bases! No final das contas, se eu tivesse errado um pouco mais, eu teria uma caixinha com lados firmes!
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Os botões de pressão
e o lado de cá mais gordinho.
Se dobrasse várias vezes, talvez teria um lado! |
A ideia do viés de liberty nas pontas veio de uma necessidade: a primeira carreira estava muito feia! – alias, começar com uma carreira com pontos bonitos e fechados é outra coisa que só a vovó sabe fazer. Eu fiquei na dúvida entre esse viés lindo (
Entrée des Fournisseurs, o primeiro que vier de Paris vai me trazer 10 metros dele!) e um viés bonina, liso. Mas acabei achando que o Liberty, apesar de francês, daria um ar de verão... era mais alegre. E afinal das contas, essa devia ser uma peça mais tropical. Ou pelo menos deveria estar na transissão de Paris pra Brasília.
Se o Tahrir nao conseguiu ser tropical pelo estilo, pelo menos ele teve uma produção tropical, com direito a vários pitacos da vendedora do armarinho da esquina. Quando fui à loja, eu já não queria mais o velcro. Tive medo de perder espaço interior e queria deixar o liberty do interior à mostra. E foi a Gisele que me sugeriu o botão de pressão. O mais engraçado era a sinceridade do espanto dela: "isso vai ser o que? Um porta moedas?!"
Dica: este o ponto de crochet ("simples") dá muito trabalho! Nao rende, pede muito tempo. O ponto alto seria mais fácil. Mas não acho que ficaria tão fechadinho.
Links:
A bolsa em crochet mais linda da Web
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